sábado, 9 de junho de 2007

Ciúmes ou usura?

A polemicidade impregnada no tema é vasta. Basta imaginar como estão os possíveis leitores que contemplam dessa virtude pontiaguda na testa, após a interpretação do título desse post. No mínimo raivosos. Mas o título de um texto publicado, nada mais serve do que para exagerar, iluminar, gritar, é uma erupção concentrada do conteúdo, uma forma de forjar um chamado ao leitor preguiçoso.
Mas não é que isso da certo, ta vendo? Vamos lá.
A obsessão exacerbada por lucro financeiro ou amoroso define as duas palavras. Ciúmes de uma pessoa que por lei não é de ninguém. Temos livre arbítrio. Mas se o livre arbítrio é de todos, o perigo começa naquele que faz dessa liberdade uma regra cega e cruel. Graças aos padrões multivariantes encontrados em qualquer esquina da sociedade, há formas a serem seguidas e essas, quase são de fato, quase. Usura de emprestar alguém que ama e que tem livre arbítrio a outro alguém qualquer é egoísmo. É o ego vingando-se do respeito já transgredido e ruptado. Respeito é super confuso, variante e necessário. Sem ele as coisas ficam mais vulgares e com ele as coisas ficam sempre a mesma coisa. Alterar o ciclo da rotina e da tradição às vezes não é tão simples para nossa geração, nação. A noção de espaço e tempo, muda o tempo inteiro num espaço curto de tempo. Usufruir a grana acumulada, gozar a vida e a gordura também acumulada. São acúmulos acostumados por nosso sistema digestivo e capitalista. Cobram impostos impostados a nós. Cobram altíssimas taxas de juros e pedem para eu não ter ciúmes do que tenho? O que eu tenho nada mais é do que meu. E o que eu tenho neste país de plebeus se não cobranças, malditas cobranças, de mim, dos outros e de deus. Graças a deus eu sou ateu, e por opção! Juro não pecar sob uma condição. Nunca em hipótese alguma, quero ser vigiado, interpretado e punido.