terça-feira, 11 de setembro de 2007

Gigante de dois mundos

A raiva era tanta que eu nem presente quis dar
Nem presente quis estar
Nem no presente quis escrever

Tão breve romance
Que te tão breve
Tornou-se conto 
E de conto 
Uma piada
Das de péssimo gosto
Amargo como um limão doce

Maldita hora que acreditei em mim

São tantos livros
Tantos filmes
Tantos teóricos
Todos tontos e que nos querem tronxos
Para assim sim fazerem de nós um só corpo
Positivo, o azar é negativo
Prefiro a sorte
Pena que não a tenho

Só tem pensamento positivo, aquele que já teve a sorte. Isso sim!

Ai que tristeza perder aquilo que quase tive

Ai que chateza partir do principio outra vez

Ai, ai, ai, enquanto escrevo
Formam-se poças de lágrimas
Sobre o teclado fudido.

Um curto, sim curto
Muito curto
Tão curto
Que nem coube o tamanho físico
No pequeno sentimento que teve.

Meu coração não é de ferro
Mas está acostumado a levar muita ferrada
Das mais cafonas e mexicanas

Que dia cumprido
Esse dia sem perdão
Pois o perdão é só para aquilo que não é perdoável
E esse dia que já foi, é.

2 comentários:

Maria disse...

Legal te ver ontem :)

Gostei dessas 2 partes do seu texto: "Prefiro a sorte...Pena que não a tenho" e "Esse dia sem perdão ...Pois o perdão é só para aquilo que não é perdoável"

Doug disse...

Que lindo!