terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Amor de clichê

Vivo uma confusão racional
Morro uma ordem emocional
Não há cheiro e nem lembranças que me fazem perceber
É tudo sem nexo, em sexo, em pancada
Escada que ascende com o tempo
Contudo te deixa no fundo
Orgulho, mergulho no mundo
Transbordo a emoção
Vejo a desfiguração da lapavra
Comento com o vizinho e ele nada diz
Esgotado, corro
Não há nexo nessa confusão emocional
Apesar da coerência
Coincidência

A saída é no meio
Não é nem lá fora
E nem lá dentro
A saída é no meio

Como eu queria o equilíbrio
Paz, amigos e vento.
Rechonchudo e revolucionário
Impossível.
Penso em fugir deste país
Para algum lugar nobre
Talvez eu seja um nobre
Um lorde
Não um pobre, quem sabe um plebeu.
Mas, de que adianta desviar-se de algo que já colidiu?
Quero mesmo é esse amor
Esse desejo
Que tanto almejei ser o mesmo

Anseio uma reciprocidade estampada em outdoor

Tem hora que a gente fica assim
Óbvia, óbvio
Abarrotado de clichês
Brega
Como aqueles textos de Orkut
Exposto e pronto para ser ignorado
Ai que tragédia é escrever apaixonado.

4 comentários:

Fernando disse...

apaixonado, td sai sem nexo, em sexo... e a saida é pelo meio!!! =D

Leandro Bacellar disse...

Pode ser clichê, todavia é uma dádiva que geralmente não se repete!

O único pedido é a eternização disso, que quima, arde , lateja, adoece e pode até matar: amar!

Um Abraço!

Joana Poltronieri disse...

Amar é estar sempre em clichês, não tenha dúvidas.
Gostei do texto.
;)


beijos Luppi!!!

Hóspede Póstumo disse...

Também acho a melhor opção sair do país. Bem melhor do que "scandinavizar" o Brasil.
Pois dois básicos motivos: não suportaríamos o calor e a saudade do carnaval ser uma vez ao ano nos mataria de depressão.

.
(Parafraseando Luís Fernando Veríssimo, em suas diversas crônicas relatando a utopia frustrada de "scandinavizar" o Brasil).