quinta-feira, 26 de julho de 2007

Pâncreas


Um grande evento, com falhas, acertos e boatos.
Nem sempre o que se diz na tv é o que vê por trás das câmeras.
Tive a oportunidade de conhecer os bastidores dos jornais da tv Globo
E de assistir a abertura e alguns jogos do Pan, lá no Rio de Janeiro.
O boato da vaia de Lula. O que foi aquilo?
Eu estava lá e aquela vaia nem chegou perto das vaias direcionadas aos norte-aBericanos.
As vaias à Lula não tinham força e iriam parar assim que ele começasse a explanar qualquer coisa. E acho até que as vaias foram encomendadas, não sei. O certo é que as pessoas não queriam vaiar, era só impulso de multidão. Era uma insegura vaia, seguida de uma arrependida palma. Não havia nem clima para vaiar. O mais engraçado da abertura foi quando o presidente de alguma coisa das Américas, resolveu falar em espanhol. Ele iniciava todas as frases com um "Hoy ..." que em espanhol significaria "Hoje ...", mas que no Maracanã teve uma outra interpretação. Quando ele dizia "Hoy ..." o público acostumado com programas de auditório respondia "Oooiiii ..." numa demonstração de brincadeira lúdica com desconhecimento da língua dos nossos vizinhos. O engraçado é que quanto mais ele dizia, mais gente entrava no jogo. E o espanhol não entendia nada.
Tem um outro boato que só prova o nosso pessimismo em relação a nossa capacidade. A delegação dos EUA ser uma delegação B. Isso não é uma verdade. Todos sabem que os EUA têm uma delegação que é ainda a maior do mundo. Até começar as olimpíadas da China, que literalmente será da China. E os EUA sabendo desse futuro incerto, como todos os países participantes do Pan, não enviaram os atletas que ainda estão em competições mundiais ou que em breve estarão em seletivas para as olimpíadas de Pequim. O Brasil fez isso até mesmo com o nosso maior símbolo do esporte atual. Ou você acha mesmo que a maior ginasta de solo da atualidade Daiane dos Santos tenha amarelado por uma contusão?
O Hypolito - foto - fez bonito e tem muito que agradecer a torcida lá presente. O que teve de macumba e o que teve de queda dos adversários, foi incrível.
Só pra concluir o que eu dizia. Os EUA não têm apenas um time A, porém, o outro time A, não poderia ser chamado de A, mas de B. Muitas vezes o time B é melhor do que o A. Mas o que isso importa? O importante é a competição. Se você acha que eles não estão dando o valor merecido aos jogos, pode ter certeza, isso pouco importa. Valorizemos o que bem entendemos como bom. Eles não valorizam a Copa do Mundo de futebol, eles não valorizam a fórmula 1, que são os campeonatos que mais comovem o resto do mundo. Então, continuemos nossas vidas e competições paralelas.
Eu cronometrei o tempo de cada hino nacional tocado para os vencedores no Pan. Países pequenos tem apenas de 30 a 50 segundos de hino. Brasil 1 minuto e 10 segundos, com volume abaixado no final. EUA tem um hino de 1 minuto e 20 segundos, com ótimo som até o final. Estranhas edições.
Por hoje é só. Comentem, que assim no próximo post eu venho com mais novidades.

Foto, edição e texto Marcos Luppi.

3 comentários:

Julia Pedreira disse...

mais uma adepta de q as vaias foram encomendadas...

Larissa Bello disse...

É verdade, Marcos!! Muitas coisas de bastidores não estão sendo televisionadas!! Como por exemplo, o cheiro de esgoto que exala próximo a Vila do Pan. Afinal, aquela área fica praticamete em cima de um manguezal, o que é mais absurdo ainda. Destruir mangue é ignorância que não tem tamanho. Depois ainda criticam que os gringos chamem o Brasil de Congo!!

Emílio Caliman Terra disse...

Mesmo com tantos acontecimentos paralelos ao Pan, que entristecem a população, os jogos, e as histórias que de vida que se apesentam, dão aos brasileiros uma dose de animo para seguirem seus caminhos.

Parabens pelo blog.
Emilio
emiliocaliman@yahoo.com.br