sábado, 15 de março de 2008

Cativeiro

Corria até na praia sozinho

Mas sozinho a praia não corria comigo

Até que as ondas tentavam

Mas escorregavam de volta ao mar

Lar do obscuro e do exato

Como pode o exato existir no obscuro?

Charlatanice de algum, só pode.

Chatice do outro é comum e fácil de aparecer

Julgar é o que eu mais faço

Mas faço por fazerem comigo

E nem sempre há punições

Armações são sempre bem vindas

Bem lindas são as paredes

Os dias

As paredes

As noites

O chão

O sol

A lua

O céu

Que inferno!

Não adianta adiantar

Está tudo sempre atrasado

Estou sempre na luta

Bruta é a janela, que nem sabe desligar

Esperta é a puta que dá e ganha, sem dó

Mas todos dão o melhor de si

Mas nem sempre o melhor do só

O sul fica logo ali

O norte é lá

A morte é mi, é mim

Sou eu, cansado de viver

De repetir a mesma nota disfarçada de mudar, lugar

Estou indo em frente

O mundo vai de ré

E eu vou na quinta

Correndo pro inverso

Entediado com essa coisa de ter que ser

Enclausurado no infinito do universo

Um comentário:

Maria Regina disse...

gostei mesmo do inicio desse texto... simples... mas ser bom fazendo o simples é sempre o mais difícil... :) Tudo que eu quero é conseguir ter uma idéia simples o suficiente para fazer alguma diferença nesse mundo...