quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cola-Cola com Leite e trigo

Para fazer Chocolate !!!

300 gramas de leite
1 litro de Coca-Cola
100 gramas de trigo

Junte tudo e mexa até der o ponto.
Guarde na geladeira por 3 horas. Corte em barras.
Terá o mais gostoso chocolate em barras.


Para fazer feijão é fácil também.

500 gramas de trigo
300 ml de leite
200 ml de Coca-Cola
2 colheres das de sopa de cola branca

Junte o trigo e o leite. Mexa até dar o ponto.
Faça pequenos bolinhos e aqueça no forno por 15 minutos.

Para a cobertura, misture a Coca-Cola e a Cola. Até ficar Coca+ 2xCola.
Passe com um pincel nos bolinhos. E o que sobrar deixe para o caldinho.
Pronto! Estará pronto o mais gostoso feijãozinho brasileiro.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Um poema para um morto

Isso nada tem a ver com a sua vida,
Isso nunca terá nada a ver com a sua vida.
Cansei de esperar por uma mãozinha,
Rezei, perdi, matei por nada.
Não posso mais com Deus,
Mas também não desejo o inferno,
Não a mim...
Meu desespero neste quarto sem saída,
Sinto-me presa e sem algemas,
Sem um corpo, sem janelas,
Sem pedaços, sem ação, sem oração.
Alienados, subordinados, podados, mutilados!
Uma Amazônia acinzentada.
Quanta covardia eu hei de herdar?
Se é para escolher, escolho esta.
Saiam dos asilos!
Saiam das escolas!
Mas que bobagem é essa de escolas?
Mas que maldade é essa de academia?
Ria dos burros e dos políticos corruptos,
Mas não ria de si mesmo,
Que era burro, político e estúpido!
Maldita hora em que leu aquele livro.
Modéstia parte, eu prefiro a televisão.
As novelas, os jogos e as peripécias.
A reputação, a mutação e a repetição.
Do mesmo, do mesmo, do mesmo.
Não é mesmo?
Não é? Mesmo!
Vai lá e se entrega na cadeia,...
Vai lá e se entrega pra polícia,...
Num fica aí dando uma de morto.
Num fica aí dando pros outros.
Seu merda!
Vive dizendo pro pivete parar de pedir,
E pede o tempo todo pro diabo e pra Deus
Um aumento, uma viagem, uma casa, um carro, uma trepada
Pára de pensar alto!
Você nunca sairá da sua cova.
Você nunca mudará seu destino.
Intestino de porco!
Indolente!
Só não tem preguiça de ficar velho.
Vai ser desnecessário assim mais longe!
Já disse que isso nada tem a ver com a sua vida.
Isso nunca terá nada a ver com a sua vida!
Você nunca fará nada de importante.
Vai ser sempre um estuprador, um rotulador, um ventilador de bosta!
Sai da minha frente!
Sai da minha casa!
Não quero mais perder tempo com um morto sem volta.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Monorail

Ouvi dizer que um tal de Teteco já está prometendo, mas, desde minha infância acredito na idéia de se implantar o metrô-aéreo aqui em Vitória. Mas não é o metrô de superfície do Coser, mas o chamado Monorail, ou melhor, monocarril, ou melhor ainda, monotrilho!
Meu vasto estudo (wikipédia e sites nada famosos) sobre o assunto, me dá a idoneidade de proferir sobre o tal. Vamos lá!
Projetado pela primeira vez na Irlanda em 88 do século retrasado, teve sua primeira linha implantada na Alemanha, em mil novecentos e pouquinho.
Disneylândia, Tokyo, Las Vegas, Kuala, entre outros lugares do mundo, também implantaram esse sistema de transporte em suas paisagens. E é na beleza que vem a primeira atração do veículo. Ele chama a atenção por seu design, na maioria das vezes, futurista.
O monotrilho funciona, como o próprio nome diz, com um único trilho, que este parece ser engolido, envolto por rodas paralelas pertencentes ao trem. Nussa! Como é difícil explicar isso. Juro que não consigo. Olha a foto que dá para entender melhor.
Ele é seguro. Dificilmente descarrila, ou colide com outros trens. Não cruza com pedestres ou outros meios de transporte, pois possui seu próprio meio, sua própria estrada. Porém, caso ele pegue fogo, o povo tem que decidir entre pegar fogo, ou quebrar o pé e viver com dor de coluna, ao pular pela porta de segurança (se essa abrir, ou existir, é claro). Pois como ele fica elevado e nós seres humanos somos baixinhos e nada atléticos (com algumas exceções olímpicas), a altura, que pode variar de acordo com a necessidade urbana, impede dos passageiros pularem com facilidades onibuzais. Mas acho que ele não vai pegar fogo.
Ele é rápido. Não pára em semáforos, não pega o trânsito da Reta da Penha, não varia a velocidade de acordo com o humor do motorista (eu acho), não tem que desviar de buracos, de pedestres loucos e metidos de Jardim da Penha (Esse parêntese é para falar deles! Gente, pedestre: não ache que porque você tem o direito, você pode fechar os olhos e sair atravessando as ruas, na faixa ou seja lá onde for. Os motoristas, as vezes, estão olhando no retrovisor, por exemplo e você, blau-blau. Espere o carro parar. Caso isso aconteça, atravesse. Caso contrário, espere e sobreviva. Ufa! Fecha parênteses.), entre outros obstáculos das vias repleta de bagunças.
Ele não polui: o meio ambiente, por ser elétrico (caso ele seja de um combustível poluente, desconsidere essa informação); O som, por ter rodas de borracha (já sabe); O visual, por ser uma maravilha do design e não tampar a visão do Convento, entre outros (ta ficando mais caro).
Como está sendo percebido, o Monorail pode ser a solução para os nossos problemas de trânsito. Eles ocupam pouco espaço, pois podem ser elevados por vigas únicas e proporcionalmente finas, se relacionadas a outros meios. Um carro do Monotrilho pode ter de 8 a 50 metros e transportar de 80 a 170 passageiros.
Aqui no Brasil tem um lugar que já tem essa parada doida aí. Mas já foi pro saco. É em Poços de Caldas. Acho que com intenção turística, acabou que vai ser desativado. (Corrija-me caso esteja errado, poçosdecaldenses)
São Paulo já teve uma proposta dessas, mas debochou da tecnologia (é claro, eles entendem tudo de trânsito). Curitiba e Rio de Janeiro são as cidades que eu, aqui de Vitória, sei que estão caminhando para terem o trem perneta.
Sei lá, chutando, acho que custaria uns $ 50 milhões de dólares por quilômetro. Incluindo todos os gastos. E sei lá também, acho que poderia cada estação, ou linha, ou trem (imagina as pinturas), ser um oferecimento de uma mega empresa, como a Vale, a Petrobras, a CST Arcelor Etc, entre outras. Para assim diminuir os custos.
Já o imagino passando em frente, ou entre, os grandes prédios da enseada e partindo para a Beira-mar, que também imagino cheia de prédios de inverno (prédio de inverno, pra mim, são prédios comerciais ou não, sem janelas e com cores bem escuras, tipo Chicago, sei lá).
Essa possibilidade tem que ser proposta, eu acho.
Valeu e desculpa se estou sendo qualquer adjetivo pejorativo.

Abraços
Marcos Luppi, 4 horas da manhã, para o SkyscraperCity, Notícias Capixabas III e padronisado.blogspot.com

sábado, 30 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Amar é derrota

Isso é um jogo.
Sou marcado o tempo inteiro
Pois é. O tempo inteiro.
Fim. Acabou o tempo.
Nem chuva eu espero que desabe.
Você sabe que eu não queria assim.
Cabe a mim lhe dar o fim.

Assim como nada quer.
Peço perdão por ter sido assim contigo.
Comigo. Não quis ficar comigo.
Preferiu o controle. Preferiu o Flamengo.
Lamento.

Escolha da razão é sempre dolorida.
Há um motim do meu corpo contra meu cérebro.
Mas é ele quem decide. Ao menos depois das pancadas.
Só a lágrima que me confunde, afunda.
E eu mergulho. No grande abismo do estar sem.
Perdido entre o lembrar e o navegar.

Amar é derrota.
Não me importa mais se sofro ou se vou sofrer.
As chances foram flechas que retornaram.
Doem.

domingo, 24 de agosto de 2008

José Jonas

Sente isso?
Opacidade
Agonia, grito seco, água dura.
Vê isso?
Tudo turvo.
Sem cor de gente.
Vermelho de sol.
Turvo tudo.
Acredita em mim?
É azar.
Foi acaso. Foi descaso. Sou casado.
Acredita em mim!
Sou assim, eu sou.
Olha pra mim!
Nem lágrimas eu tenho.
Perdi todas na tentativa de criar um cais.
Um porto pra fugir. Um ponto pra chegar. Um morto pra cair.
Quero mais pés. Quero mais pernas. Quero menos chão.
O céu, com isso, eu já conquistei.
Se Deus existe. Se Deus existir.
Hei de me guiar.
Não quero estrelas.
Já estou na tempestade. É tarde para estrelas. É preciso sê-las.
Andar e continuar.
Até quando estrada?
Até quando José?
Até quando Jonas?
A fé pondo dúvidas.
A festa da loucura.
A dívida da consciência.
A persistência da teimosia.
A esperança da carona.
Ar, vento, asfalto, mato, calor, frio e José Jonas.

(José Jonas - novo vídeo de conclusão de curso do Vasco Coutinho - texto que fiz como sugestão p/ trailler)